segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Livremente Inspirado

"Registro do primeiro encontro entre Caco Souza e William da Silva Lima ocorrido na penitenciaria de Bangu III em 2002. William está no centro, a sua direita está Caco e a sua esquerda Rafael Ruas da assessoria de imprensa do DESIPE."

O filme "400 contra 1 - uma história do Comando Vermelho" é uma ficção, livremente inspirada no livro homônimo de William da Silva Lima que esteve detido no Instituto Penal Cândido Mendes em Ilha Grande (RJ). Durante os anos 1970, assaltantes de bancos (presos comuns) e guerrilheiros (presos políticos) eram enquadrados na Lei de Segurança Nacional, o que resultou numa controversa convivência. Neste mesmo período, presos comuns passaram a se organizar em prol de seus direitos, algo que culminaria com a facção criminosa "Comando Vermelho". O livro de William nos permite acompanhar sua visão desta convivência e igualmente do cerco que confere nome ao livro, quando (em 1981) cerca de quatrocentos policiais, numa operação que durou onze horas, assassinou Zé Bigode um dos lideres da Falange Vermelha, como era então conhecida a quadrilha.
“Resta pouco: explicar como e porque vivi até hoje, na maior parte do tempo, sem nome, sem profissão e sem ver minha família, tendo na violência a maneira de sobreviver entre os homens”. LIMA, William da Silva. "Quatrocentos contra um: uma história do Comando Vermelho", Editora Labortexto, SP, 2001, p. 25.

4 comentários:

Anticomunista (nova ortografia) disse...

Não li o livro, porém, se o filme retratar a apenas a VERDADE, todos os petralhas e outros canalhas esquerdiotas dirão que se trata de uma ficção fantasiosa das mais criativas.

Jorge Bengochea disse...

Fico contente quando artistas colocam o seu talento a serviço da história, principalmente quando se trata da ordem pública, um tema restrito e quase sempre visto na ótica militar.É importante para a nação conhecer do ponto de vista da arte a realidade, as mazelas, as causas e efeitos da desordem pública, da criminalidade, da falência dos instrumentos do Estado, da morosidade descomprometida da justiça, do corporativismo exacerbado, da improbidade dos políticos e da negligência do Executivo. Apesar das divergências, a arte pode estimular um senso crítico capaz de aprimorar e elevar o cívismo e a cidadania neste país e contribuir para mudar comportamentos.

ana paula disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rodrigo.RL disse...

o filme sai quandoo??
esperando ansiosamente!!
valeu..