sexta-feira, 16 de julho de 2010

400contra1 no Festival de Paulínia [UOL CINEMA]

14/07/2010 - 07h01

Paulínia Festival de Cinema chega à 3ª edição com maior premiação em dinheiro do país

ALYSSON OLIVEIRA
Especial para o UOL, do Cineweb


O filme "400 Contra 1" será projetado no encerramento do festival.
Foto: Daniel Chiacos.

O Paulínia Festival de Cinema chega à sua 3ª edição na próxima quinta (15), consolidando-se como um dos mais importantes do Brasil – especialmente para cineastas e produtores. O evento confere uma premiação no valor total de R$ 650 mil, dividida entre diversas categorias, como melhor filme de ficção, documentário, diretor e outras. O prêmio para o melhor longa de ficção é de R$ 150 mil (R$ 90 mil a mais do que no ano passado), quase o dobro da categoria no Festival de Brasília, um dos mais respeitados do país, e do Festival de Cinema do Paraná – cada um deles pagando R$ 80 mil.


Para poder se inscrever, o longa precisa ser inédito em circuito nacional ou, pelo menos, não ter recebido prêmio de melhor filme em outro festival brasileiro. Essa exigência acaba limitando as opções de seleção dos festivais nacionais que acontecem no primeiro semestre, como Cine PE (abril) e Cine Ceará (julho). Em 2010, doze longas (seis ficções e seis documentários), além de 13 curtas, disputam os prêmios em Paulínia.

Concorrem na categoria longa de ficção coletivo “5 X Favela, Agora Por Nós Mesmos”, de Manaíra Carneiro e Wagner Novaes, Rodrigo Felha e Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra; “Broder”, de Jefferson De; “As Doze Estrelas”, de Luiz Alberto Pereira; “Desenrola”, de Rosane Svartman; “Dores e Amores”, de Ricardo Pinto e Silva; e “Malu de Bicicleta”, de Flavio Tambellini.

Já os documentários, que disputam um prêmio de R$ 50 mil, são “As Cartas Psicografadas de Chico Xavier”, de Cristina Grumbach; “Lixo Extraordinário”, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley; “Uma Noite em 67”, de Renato Terra e Ricardo Calil; “Programa Casé”, de Estevão Ciavatta; “São Paulo Cia de Dança”, de Evaldo Mocarzel; e “Sobre Leite e Ferro”, de Claudia Priscilla.

Além dos filmes em competição, o Paulínia Festival de Cinema exibe mostras paralelas, com destaque para longas inéditos em circuito comercial, como “Cabeça a Prêmio”, de Marco Ricca, e “Eu e Meu Guarda Chuva”, de Toni Vanzolini.

Homenagens e debates

Na abertura do festival, nesta quinta, será exibida a cópia restaurada do premiado “O Beijo da Mulher-Aranha”, de Hector Babenco, que será homenageado no evento, que também exibirá seu longa “Coração Iluminado”, numa mostra paralela. O longa “400 contra 1”, de Caco Souza, que traz no elenco Daniel de Oliveira e Daniela Escobar, será o filme de encerramento, no dia 22.

Além da exibição de filmes, o Paulínia Festival de Cinema promove debates sobre produção e crítica. Na sexta (16), o tema é “Políticas públicas para o cinema brasileiro”; no sábado (17), acontece um encontro da crítica; e no domingo (18), uma palestra sobre cidadania e cinema.

Todas as sessões do festival (exceto abertura e encerramento) são gratuitas e abertas ao público. Para mais informações, além da agenda completa, acesse o site do festival - http://www.culturapaulinia.com.br/index.php


Retirado do site: http://cinema.uol.com.br/ultnot/2010/07/14/paulinia-festival-de-cinema-chega-a-3-edicao-com-maior-premiacao-em-dinheiro-do-pais.jhtm

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Rodolfo Sanchez, um fotógrafo em dose dupla"

"'O Beijo da Mulher Aranha' e seu fotógrafo

Rodolfo Sanchez, 66 anos, assina a fotografia do filme que abre e do que fecha o Festival de Paulínia
15 de julho de 2010 6h 00

Sonia Braga, em cena de cópia restaurada do filme 'Beijo da Mulher Aranha'.
Foto: Divulgação


Luiz Carlos Merten

SÃO PAULO - Parece que foi planejado - Rodolfo Sanchez, um dos maiores diretores de fotografia do cinema brasileiro, completa hoje 66 anos. Se ele tivesse planejado, o timing não seria mais perfeito. Sanchez vai comemorar a data em alta, em Paulínia, que inicia hoje seu festival de cinema. Um filme que ele fotografou há 26 anos - um clássico de Hector Babenco, O Beijo da Mulher Aranha - inicia hoje o evento. E outro, que ele também fotografou, o encerrará, na semana que vem, 400 Contra Um, de Caco Souza. Além do fotógrafo, ambos compartilham várias outras coisas. Os respectivos relatos se passam em diversos planos, ou épocas, e o presídio é cenário nas duas narrativas.

O Beijo inspira-se no romance de Manuel Puig sobre presidiário que entretém seu colega de cela, um prisioneiro político, contando história de filmes, nas quais reluz a misteriosa e sensual Mulher Aranha. 400 conta a história de William da Silva e de como ele criou o Comando Vermelho. Na narrativa retrocede no tempo e no espaço até o presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande, onde conviveram presos comuns e políticos, durante a ditadura militar. Dessa promiscuidade - os criminosos comuns consideram os presos políticos ‘almofadinhas’ - saiu uma aliança. Os presos comuns, e William, absorveram os métodos da guerrilha e criaram o CV. Esta história já foi contada na perspectiva dos presos políticos, por Lúcia Murat, em Quase Dois Irmãos. Caco Souza a conta do ângulo dos presos comuns.

Em maio, O Beijo da Mulher Aranha foi o filme escolhido para a noite de abertura de Cannes Classics, importante seção do maior festival do mundo que só mostra clássicos restaurados. Hector Babenco, acompanhado por uma resplandecente Sônia Braga - a Mulher Aranha - lembrou da estreia mundial do filme, lá mesmo, na Croisette. A equipe não sabia qual seria a recepção - Pixote, a Lei do Mais Fraco fora recusado pelo festival, anos antes - e O Beijo, realmente, não tinha a cara do cine brasileiro que os europeus apreciavam, via Cinema Novo. A acolhida superou a expectativa e William Hurt, que faz o protagonista, o travesti que conta as histórias, foi o melhor ator daquele ano, bisando seu prêmio de interpretação com o Oscar do ano seguinte.

Sanchez não acompanhou O Beijo em Cannes. "Tinha compromissos no Brasil, na época." Ele também não acompanhou a restauração do filme, feita pelos melhores profissionais do mundo, em laboratórios nos EUA. Está cheio de expectativa - "Babenco é um perfeccionista. Não teria se contentado com menos que a perfeição, e ele gostou do resultado."

Há quase 30 anos, O Beijo colocou problemas de ordem técnica, na fase de pós produção, que hoje talvez fossem facilmente superados por meio da digitalização. O visual do filme se alterna entre a sordidez da cadeia e o mundo glamouroso da Mulher Aranha. "A maior dificuldade foi tirar a cor, para acrescentar mais vermelho nas cenas que representam o nazismo. Fizemos isso fotoquimicamente", Sanchez lembra.

Nascido em Buenos Aires, ele desembarcou no Brasil como fotógrafo de publicidade. Babenco queria que ele fotografasse seu longa de estreia, O Rei da Noite, mas não houve coincidência de datas. Anos depois, Sanchez fotografou para ele Pixote e O Beijo. Nenhum dos dois filmes tem o look que os críticos gostam de denunciar, em obras assinadas por profissionais vindos da publicidade. Sanchez conta que nunca quis trazer a publicidade para o seu cinema. "A fotografia deve servir ao filme, dando-lhe a linguagem que o roteiro pede."

Sanchez lembra que Pixote precisou estourar nos EUA para virar o filme de culto que é. Mas a própria entrada no mercado americano não foi fácil. "Eles não acreditavam que uma história daquelas pudesse acontecer. Babenco teve de gravar uma apresentação para cópias que circularam nos EUA." Sanchez não vê inferioridade nenhuma entre o estilo brasileiro e o norte-americano de fotografar. "Mas eles têm mais dinheiro, e isso sempre vai aparecer."

"Sou como um lutador que não para de treinar, à espera das grandes lutas (o cinema)", avalia. Paulínia é um festival que tem a vocação do tapete vermelho. Rodolfo Sanchez este ano é o homem. Pisa no tapete na abertura e no encerramento. O show vai começar."

Retirado do site: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,o-beijo-da-mulher-aranha-e-seu-fotografo,581287,0.htm

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Daniel de Oliveira - William

Faltam 22 dias para a estréia!!!

Assista abaixo o depoimento do ator Daniel de Oliveira, o William de 400contra1. Daniel fala sobre como foi trabalhar no filme e construir o "coletivo" 400contra1. Assista!




IMAGENS | Tyrell Thiago Nascimento Spencer
               Carolina Costa Silvestrin
               Juliano Ambrosini